domingo, 14 de setembro de 2008

Quem



Quem sou eu,

Quem é você

Nno meio dessa confusão?

Já nao consigo saber,

Nem controlar mais nada

As coisas acontecem por si só,

Talvez em vão

E se repetem sem pedirmos

Algumas boas,

Outras nem tanto

Algumas lembranças me fazem mal

Outras me enchem de vida

E seu sorriso está entre elas.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ela é puro êxtase


A minha vontade é mandar-te para "puta que pariu" e sabe porquê? Porquê o teu distanciamento me irrita e me incomoda, simples assim. Quando você passa do meu lado e finge que não vê, eu quase pulo em teu pescoço, chamando-te de mal-educado. E sabe porquê? Porquê tu és um covarde que tem medo de mim, de tu mesmo e de teus sentimentos.
Tenho raiva de ti, raiva de mim por um dia ter deixado que tu entrasses em minha vida, por um dia ter conhecido-te. Lembra quando tu me perguntaste se eu não tinha medo de me apaixonar? De fato, eu não tinha e não tenho, sentimento existe pra ser sentido, oras. E por incrível que pareça eu me "apaixonei", não daquelas paixões que diz "eu te amo", mas daquelas que incomodam, ficam igual a pedra em sapato, lembrando que está ali, desconcentrando, e fazendo de idiota nas horas mais improváveis. Na verdade não amo, apenas desejo, um desejo maior que eu e você juntos, desejo de saciar um orgulho ferido.
Pra ser sincera, eu ainda sonho com o dia em que tu me envolverás bem forte com teu abraço e me dirás que tudo não passou de um sonho ruim. Ainda sonho com o dia em que seroa só eu e tu, o dia em que serias só meu e eu só tua. Queria que estivesses por perto para proteger-me quando eu precisasse, mas impossível é, uma vez que de tudo que eu mais preciso me proteger é de ti.
Ainda lembro do teu beijo, que é como uma daquelas drogas bem pesadas. A euforia durou quase um mês, nesse meio tempo beijei outra boca doce de êxtase que prolongou o efeito. Porém a realidade deu o ar da graça, trazendo o segundo estágio da droga. Eu nunca mais terei você e nem quero, porque droga que traz euforia e depois a morte, não quero, desejo apenas essas mais doces que prolongam o efeito e me mantém livre.
Sofro, choro, sonho, mas acordo e vivo meu presente sem você pra sempre.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Efeito Urano



O Efeito Urano - Fernanda Young
"Após esse dia, nunca mais a vi, até que nos reencontramos - sendo impressionante que "nunca mais" possa ser usado desse jeito, "nunca mais até que...". Mais impressionante do que isso só mesmo ver uma pessoa numa festa, achá-la patética, e tempos depois a estarmos amando, para tempos depois não estarmos mais. Essa incoerência do amor quando revisto. Penso muito nisso, mais do que necessário. Em como é "desconcertante rever um grande amor". Você olha pra ele e não sabe onde foi parar aquilo tudo que deveria estar eternamente ali. Onde vai parar o sempre quando sempre acaba? Claro "que seja eterno enquanto dure", e então não é eterno, pois a eternidade é infinita e finito é o amor, não é isso?"



Esse trecho da Fernanda Young é perfeito. Já assistiram "Irritando Fernanda Young"? Definitivamente, o nome deveria ser "Irritando Quem Assiste", odeio o programa dela com todas as minhas forças, ela pessoa me irrita profundamente, mas a criatura escreve fodasticamente bem, revoltada, reflexiva, tudo de bom. Esse trecho que eu vi numa comunidade do orkut me remeteu a certas experiências recentes. É, eu me envolvo em cada uma que nem eu acredito, mas no fim todas tem alguma coisa a me ensinar, ou as pessoas envolvidas a aprender comigo. De certo que na vida tudo é um escambo, aprendemos com uns, ensinamos outros, uns apenas curtimos, e como já dizia Charles Chaplin: "Cada pessoa que passa em nossa vida, deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. O bom da vida é isso aventuras bizarras a cada dia, sem aventura, sem coisas diferentes a vida fica tão sem cor. Minha vida tá bege, ou preta e branca ultimamente e eu já estou ficando desesperada. A intensidade de cada encontro é que dita se valeu a pena. Não digo só encontro homem - mulher, mas todos os encontros com todas as pessoas que passam pela gente, tem que se intenso, tem que marcar. Que adianta passar pela vida de alguém se daqui há dois dias ela nem lembrará que um dia você existiu. Gosto do extravagante, do improvável, do impossível e do inconsequente. Não adianta me olhar e ver uma pessoa meiga, de fato não o sou, ok, até sou um pouco, mas sou muito mais do que pareço ser. Não é porque foi intenso que tem que durar muito. Tudo dura o tempo preciso pra se tornar inesquecível e extasiante. Não é porque o caso vai durar uma noite que precisa ser morno. Odeio coisas mornas. Pois então, uma noite só, mas que seja aquela que você e a pessoa se joga de cabeça, se curtem, como se nunca mais fossem se encontrar, e no outro dia sorriem com cumplicidade como se nada tivesse acontecido, pronto, perfeito, morreu por isso? E é ai que muitas vezes temos o famoso medo de nos envolver. Mas que porra é essa de se envolver. Não é porque não quero me apaixonar, que vou me trancar num quarto escuro, ou sair ficando com mil caras que nao valem a pena. Melhor um de vez em nunca mas que valha a pena.
Quando comecei a escrever nao ia falar nada disso, acabei falando de futuro ao invés de falar do passado. Mas já tentei escrever sobre esse "acontecimento" umas vezes e nunca sai nada que preste, será porque não é mesmo? Foi insensato, louco, mas valeu a pena, e eu não sinto culpa nenhuma. Eu sabia que nunca mais iamos nos encontrar daquele jeito. Tinha esperanças, mas no fundo sabia que não. Amei, me apaixonei, me entreguei minha alma naquele momento, mas depois que subi na moto e fui embora, cada um seguiu seu rumo. Lembro até hoje quando disse pras minhas amigas "ele foi só o primeiro...", a primeira situação de desejo que vivi. As consequencias deste dia eu nao me preocupo nem um pouco, afinal quem não prestava era ele, e a traída na história não foi eu. Eu peguei a parte boa, ela que fique com o encosto de ter uma pessoa sem caráter. Eu não. Daqui há alguns anos quando ele se arrepender, será tarde demais, estarei com um gatissimo lindo da minha idade, e ele? Ele estará curtindo a "mãe" que ele nao teve. Definitivamente eu não "pegaria" meu pai. Mas tem gosto pra tudo.
E de certo que ele foi o primeiro a se interessar e deixar que eu soubesse disso, e mesmo sem ninguém saber, parece que foi um chamariz. Depois dele, alguns outros apareceram. E eu me sentindo completa por entrar nessa e sair melhor ainda, sozinha e sem nenhum mundo no coração, decidi que daqui pra frente, se nao for aventura e nao tiver intensidade, nem perderei meu precioso tempo.
"Um brinde aos nossos namorados que nos conquistaram, aos sortudos que ainda vão nos conhecer e oas trouxas que nos perderam. Um brinde a nós, mulheres maravilhosas, absolutas e portadoras da sedução, que nenhum filho da puta sabe dar valor! Que os nossos sejam nossos, que os delas sejam sempre nossos, que os nossos nunca sejam delas, e que se forem delas, que brochem!!! Que sobre, nunca nos falte,e que a gente dê conta de todos..."

domingo, 17 de agosto de 2008

Não te amo não - Almeida Garret

"Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n'alma - tenho a calma,

A calma - do jazigo.

Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.

E a vida - nem sentida

A trago eu já comigo.

Ai! não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero

De um querer bruto e fero

Que o sangue me devora,

Não chega ao coração.

Não te amo.

És belo; e eu não te amo, ó belo.

Quem ama a aziaga estrela

Que lhe luz na má hora

Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,

De mau, feitiço azadoEste indigno furor.

Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto

Que de mim tenho espanto,

De ti medo e terror...

Mas amar!... não te amo, não."
PS: Sem tempo e criatividade pra postar...adoro esse poema, Almeida Garret entendia do assunto.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Vidas pela janela


Costumo lavar a louça olhando pela janela, deve ser por isso que vivo me cortando, mas não importa. Dizer que gosto, não, não gosto, nem de cozinhar, que dirá de lavar a louça suja, mas já que é preciso, transformo o momento em reflexão, em poesia. Pela janela posso ver uns três ou quatro prédios próximos, mais um monte distante, alguns telhados de sobrados ou prédios pequenos, já que moro no segundo andar, e com isso tudo, muitas, muitas janelas. Vejo o sol batendo nas janelas e no azulejo branco da fachada do prédio, iluminando a vida de cada ser que ali habita, vejo a chuva escorrendo por cada vão, lavando, limpando, purificando os pensamentos. Nos dias nublados e frios, parece que a vista está de mau humor, os pássaros nao sorriem, nada tem cor, e o azulejo branco não brilha.
Gosto do prédio de azulejo branco, é dali que vejo a maior parte das janelas. Elas diferenciam-se entre si, apesar de terem um padrão. Algumas tem insulfilme, outras vidro liso, outras vidro ondulado, outras sem vidro. Reparo sempre nas janelas da área de serviço, tem sempre roupa pendurada, sapato secando. Mas nesse horário, nunca vejo ninguém, só coisas. É a correria do mundo moderno. Fico imaginando quantas pessoas habitam em cada janela que olho. Como são, o que fazem. Olha a infinidade de possibilidades em cada janela. Há no mínimo duas ou três pessoas que moram em cada janela; duas ou três personalidades, dois ou três gostos, dois ou três sonhos, objetivos de vida, desejos, anseios, fantasias sexuais ou não. Como será que são fisicamente? Gordos? Magros? Atraentes? Homens? Mulheres? Crianças? Não importa, o que importa mesmo é que o barato da vida é sermos todos diferentes, às vezes penso que somos levados pela massa que se tornou a sociedade, mas a verdade é que cada um é cada um, especial de uma forma única, com seus erros, acertos, qualidades e defeitos, com seus gostos exóticos e desejos improváveis. Não gosto de gente que segue o padrão que a sociedade impõe. Eu não sigo, minhas amigas não seguem. Ao meu redor, tem muitas pessoas que seguem, fodam-se, não julgo, não critico, mas também não gosto. Sempre busquei ser diferente, e está aí o sentido de ser. Sempre quis fazer tatuagem, mas hoje em dia, todo mundo tem, então, nao quero mais, perdi o desejo. Olhem as janelas do prédio de azulejo branco, até elas que foram construídas de acordo com um padrão, não o são mais.
Talvez esse seja o sentido da vida, buscar em si, o que você é na essência. Eu demorei pra procurar me conhecer, e a cada dia me surpreendo com sensações e sentimentos que eu nao sabia que era capaz de sentir ou pensar. Mas essa sou eu, me amo desse jeito, "nao quero ter a terrível limitação de viver somente do que é possível fazer sentido. Eu não. Quero uma verdade inventada.", sábia Clarice Lispector quando disse essa frase, o que é possível fazer sentido age de acordo com pudores de uma sociedade hipócrita. "Eu não traio, eu não desejo, eu não bebo, eu não faço, eu não aconteço...", quando na realidade esses são nossos maiores desejos mais secretos, que guardamos no mais íntimo que podemos, e ainda julgamos quem deixa aflorar, quanta hipocrisia. Admiro os que tem coragem de fazer igual a música do Kid abelha "e com a cara mais lavada, digo, por que não?" sem culpa e sem remorso. Pra fechar com chave de ouro, lembro do texto "o quase" de Luís Fernando Verissimo:
"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga,quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Esse texto é perfeito, há umas duas semanas atrás eu trabalhei no festival de teatro do colégio que eu trabalhava, e ajudei uma garota do segundo colegial a decorar este texto. O teatro da sala dela era uma adaptação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, transformada em Memórias Póstumas de uma adolescente. Ficou show, perfeito, e a Thaís no papel principal caiu como uma luva. Ela deve ter seus 16 anos. Mas é desencanada, tem sua personalidade, seu estilo, seu jeito, faz e fala o que dá na telha, uma vez ela fez uma piada comigo e eu demorei para me tocar que ela tava me zoando. Apesar de ser uns 4 anos mais velha que ela, eu a admiro e respeito, como pessoa. São pessoas assim que levam-nos a questionar o que estamos fazendo da porra da nossa vida.

sexta-feira, 13 de junho de 2008


Elevador - Ana Carolina

"Pra que,
Te espero de braços abertos
Se você caminha pra nunca chegar
Então vou no fundo
Ameaço ir embora
Você diz que prefere quem sabe ficar
Eu queria tanto
Mudar sua vida
Mas você não sabe se vai ou se fica
Eu tenho coragem
Já estou de saída
Você diz que é pouco
E pouco pra mim não é bobagem
[....]
Então me lanço,
Me atiro em frente ao seu carro
E ai você decide se é guerra ou perdão
Se na vida eu apanho
Outras vezes eu bato
Mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão
[...]
O tempo do passado tá em outro tempo
Lembrando de nós dois em um instante que não pára
Viver é um livro de esquecimento
Eu só quero lembrar de você até perder a memória
[...]"

domingo, 27 de abril de 2008

Ausência de você


Você chegou sem avisar, foi tomando seu espaço, marcando seu território, e ganhando minha atenção. Mas foi embora, pra quem sabe um dia voltar. A distância que nos separa não é física, pois sei que estás nesse exato momento, há algumas quadras daqui, e vem ver-me semanalmente. Mas cansei, cansei dessas visitas automáticas que tornaram-se as suas vindas, cansei de você e do seu amor mecânico. Porque ainda aguento tudo isso? Porque com você pude ser eu mesma, pude amar, pude ser amada, fazer feliz, ser eu mesma, realizar fantasias, e quer saber o que me resta? E o que faz-me aceitar essa situação? A memória. As lembranças que sua presença me resgata por causa do seu romantismo lascivo, que de tão doce chega a ser perturbante.
'Lembro daquela noite de outono que o conheci, um moreno de ar sedutor, vestido num fraque, um black tie irresistível. Não só percebi sua presença como, segui-o com meus olhos. E sei que no mesmo instante reparaste em mim também, a morena de vestido preto contrastando com a pele claríssima, em cima de uma sandália dourada de salto, como ele mesmo descreveu mais tarde. A troca de olhares manteve-se o evento todo, e no final, antes de começar a parte badalada, como se não quisesse perder-me, segurou meu braço com a violência de um desejo e convidou-me para uma dança. Justo a valsa final. Um passo pra lá, um pra cá. Seu rosto colado ao meu, seu pescoço alinhado ao meu queixo, embreagando-me de seu perfume envolvente, que atiçou-me os sentidos. Ao findar da música levou-me para a parte externa, com a desculpa de tomar um ar, mas tudo o que fez foi deixar-nos ofegantes. Sorriu timidamente e beijou-me com o desejo contido, com a magia das fantasias. A sensualidade brotava a cada toque, suas mãos percorriam o meu corpo, desvendando mistérios jamais descobertos. As minhas mãos trêmulas não sabiam o que fazer, então deslizava em seu corpo suavemente. Mãos que correm, percorrem, alisam, deslizam, despenteiam...
O cenário contribui, folhas caindo, a lua refletindo no lago, as estrelas brilhando, e nós, naquela imensidão de minuto, aproveitando cada milimetro de nossos corpos. O único céu que eu queria e conseguia tocar nesse instante era o céu da sua boca, num abraço apertado. A língua que lambe e desliza pescoço a fora arrepiava-nos e descobria sabores desconhecidos.
As mãos que antes passeavam suavemente, agora cravam as unhas que ferem de desejo, deixam marcas de um momento de êxtase, e prazer contido na pele.
Depois desse dia, nos víamos frequentemente, e era sempre uma explosão de paixão, e foi assim meses a fio, ele foi o meu melhor homem, o meu único homem, a quem me entreguei e vivi momentos intensos.'
Escrevo, porque assim eternizo nossos momentos únicos, deixo gravado pra sempre, pra você lembrar de como nos completávamos tanto no amor, quando no desejo, e volta a ser o meu fiel amor e amante, que me faz viver e de tanto me amar, me deixa com ressaca de você. Sei que nada disso faz sentido, mas algum dia nós fizemos?
Detesto sua ausência, essa que me impreguina de você.
PS: Desculpem-me o sumiço do blog, é falta de tempo e criatividade, esse conto eu publiquei há um tempo atrás no blog Polifonias Literarias. Beijos.